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| Qui, 03 de Setembro de 2009 12:55 |
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Antigo Sobrado de Cabreúva Na Avenida Marciano Xavier de Oliveira existe um sobrado que foi construído nos primórdios de Cabreúva, com a vinda dos imigrantes italianos. Esse sobrado, muito antigo, foi edificado no século 19, por uma família recém chegada da Itália. Os Laurini, que é como se chamavam, vieram de uma região chamada Mântova. Quando chegaram, estabeleceram-se no Distrito do Bonfim, e Amadeu Laurini, um dos filhos, estava com 13 anos. Juntamente com seus filhos, o patriarca da família, Deodoro Laurini, começou a construção do sobrado sem planejamento algum, sem mesmo planta. Diziam os mais antigos que mesmo sem alicerce suficiente. A casa foi erguida de barrote (uma espécie de barro e caibro). No interior, o forro e as escadas são de madeira. O prédio tem um andar superior: no térreo era o armazém e no andar superior a moradia da família Laurini. Há partes da construção que são de tijolo. Amadeu Laurini, já crescido, casou-se com Isolina Bonini, e tiveram os filhos: José, Alonso, Theodoro, João, Joaquim, Carolina, Teresa, Clotilde, Matilde e Norberto. Nessa casa Amadeu Laurini teve esses dez filhos com Dona Isolina, sua primeira mulher. Depois, num segundo casamento, com a prima de Isolina, Matilde, Amadeu Laurini teve mais onze filhos. Nesse segundo casamento, ele construiu uma casa ao lado, onde nasceram os 11 filhos de Matilde, completando 21 no total: Norberto, Margarida, Carmelinda, Elói, Luis, Argemiro, Maria, Júlia, Roque e Agapito. Essa casa era bastante grande, e a família continuou se dedicando ao comércio. Era nessa casa, com a sala bem espaçosa, que eram recebidos os padrinhos e os convidados por ocasião do batismo de seus filhos. As portas da frente do prédio são altas, estilo antigo, portas de armazém. Ali se vendia o básico para o povo da época. Essas mercadorias eram trazidas da estação de Itupeva. O meio de transporte era a carroça, o trole, e mesmo o lombo dos animais. Mais tarde é que a família conseguiu comprar um caminhão. Joaquim, o filho mais velho de Amadeu, era o motorista. O sobrado, localizado na Rua da Capela (atual Avenida Marciano Xavier de Oliveira), onde morava a família no andar superior, mantinha no térreo esse armazém. Mais tarde, a mesma família montou uma choperia na Praça Comendador Martins, onde hoje fica a Sorveteria Laurini. Quando a filha mais velha, Clotilde, se casou, e passou a se chamar Clotilde Correia Laurini, foi morar do outro lado do sobrado, numa casa menor. Clotilde e Benedito Correia tiveram vários filhos; inclusive um sacerdote, monsenhor Heládio Correia Laurini Este era poliglota, conhecedor de dez línguas. Consultor bíblico do Papa, tais eram seus conhecimentos do Velho e Novo Testamento. A família era numerosa. Muitos anos depois, uns se mudaram para Itu, outros para cidades vizinhas, e outros aqui ficaram e permaneceram com suas famílias e seus negócios. Esse sobrado, que existe até hoje, é um patrimônio de nossa Terra Natal. Assinado, Profª. Maria C. C. Lui |










