A Steve Jobs, meu reconhecimento

Por Luís Alfredo Harris Maranesi
Talvez um dos assuntos mais comentados pela mídia na última semana tenha sido a morte de Steve Jobs, o fundador e até pouco tempo CEO da Apple. Ao longo dos dois últimos anos que escrevo esta coluna para o Caleidoscópio, já citei várias vezes o nome dele e muitas de suas criações.
Gostaria de usar essa edição para de certa forma homenageá-lo. Realmente, acredito que Steve Jobs foi um expoente da nossa época. Não é exagero dizer que ele é um dos grandes responsáveis pela tecnologia ser utilizada de forma tão ampla pelas pessoas. Claro que ele não é o único responsável, mas com certeza é dos maiores incentivadores.
Poderia discorrer infinitamente a respeito dos dispositivos que ele criou desde os primeiros Macintosh (primeiros computadores pessoais) até os mais recentes iPads. Poderia também falar a respeito de sua contribuição para a difusão da computação gráfica com os filmes da Pixar. Mas o que eu realmente admiro e gostaria de ressaltar é capacidade de inovação que ele demonstrava.
Ele sabia e nos mostrava sempre que no mundo de hoje, em que a briga entre empresas por mercados ao redor do mundo se baseia principalmente no preço, a única forma de se destacar é usando a criatividade. Acredito que ele não só criou uma revolução com os produtos da Apple, mas também nos indicou o caminho que deverá ser seguido nos próximos anos.
Esse caminho baseia-se em sempre estar pronto para correr riscos e romper com ideias já consolidadas. Em outras palavras, o caminho certo a ser trilhado é um daqueles que ninguém trilhou ainda. Sua história e suas declarações nos mostram que: se você quer fazer algo e fica na dúvida por achar que não funcionará por não ter sido feito dessa forma antes, aí que você deve arriscar. Provavelmente, com esta postura você estará sendo criativo e agregando algum valor àquilo que faz.
Com certeza Steve Jobs não era uma pessoa isenta de defeitos. Na realidade, muitos já apontaram alguns defeitos dele. Mas o que importa são os pontos positivos que deixou para nos inspirarmos. Algumas pessoas o tem comparado com Thomas Edson, inventor da lâmpada. Eu concordo com a comparação, ao menos do ponto de vista do legado deixado. Lamento porque não teremos oportunidade de ver mais criações suas. Porém, já foi divulgado que ele deixou um plano para o lançamento de novos produtos nos próximo quatro ou cinco anos.








