Comerciantes, Funcionários Públicos e Populares vão a Câmara
Na última 4ª feira, o Presidente da Câmara Henrique Martin iniciou os trabalhos do Legislativo, como sempre, bem centrado e invocando a proteção de Deus. Henrique colocou na pauta um polêmico projeto de sua autoria, onde faz uma pequena adequação nos horários de funcionamento dos Bares, Lanchonetes, Restaurantes e similares. O presidente deixou bem claro que ele não era contrário alei, e o referido projeto não era para derrubar a lei, mas sim adequar de acordo com os inúmeros pedidos dos próprios comerciantes que se sentiram prejudicados pela lei.
A Vice-Presidente Maria Célia Donato concordou com o Presidente e declarou seu apoio ao projeto, já que lanchonetes, Pizzarias e lojas de conveniência não podem ser responsabilizados pelo abuso no consumo de álcool e que pessoas de bem e famílias freqüentas as pizzarias e voltam satisfeitos para os seus lares sem nenhum tipo de constrangimento. Os abusos podem acontecer em qualquer situação e é claro que a Lei é importante, porém a adequação de acordo com a realidade do Município se faz necessária.
A Vereadora Lourdes Santi votou favorável à adequação de Lei e preferiu não tecer comentários, até porque ela propôs duas Moções de felicitações por duas datas: pela data de 15 de outubro, Dia dos Professores, data que para a Vereadora deve ser lembrada com muito carinho por todos, afinal de contas são os professores os maiores responsáveis pelo futuro da nação. Outra data lembrada pela Vereadora foi o dia 18, Dia dos Médicos, outra profissão de relevante importância, pois cuidam de nossa saúde e salvam vidas.
O Vereador Mirandinha votou contrário à adequação da lei. Segundo ele, a lei foi bem elaborada pelo Chefe do Executivo, Prefeito Cláudio Gianinni. Colocou que a referida lei é defensora da vida e que muitos jovens usuários de bebidas alcoólicas e drogas, encontrando os bares, lanchonetes e similares fechados, vão pra casa mais cedo evitando entrar em conflito com bêbedos e drogados pelas ruas.
O Vereador Arnaldo endossou as palavras do colega Mirandinha e também votou contrário à adequação, colocando que as pessoas que procuraram por ele foram padres, pastores e representantes religiosos para que a lei fosse mantidas da forma que está.
O Vereador Jorginho, além de votar contrário à adequação da Lei, mais uma vez lavou a roupa suja na tribuna da Câmara e fez ataques de ordem pessoal ao Presidente da Câmara, fugindo do assunto que estava sendo tratado pelos nobres pares. Lembramos que esse Vereador se coloca sempre à disposição da população para discutir os problemas da cidade.
O Vereador José Gomes também foi contrário à adequação da Lei, e a seu ver a lei está dando certo da maneira em que está, e que se mexer agora poderia causar um desconforto para a população.
O Vereador Marcelo Defendi justificou seu voto contrário apresentando uma estatística elaborada pela Polícia Militar, onde mostra um número reduzido de infrações decorrentes da aplicação da referida Lei. O Vereador afirmou que, mesmo tendo concordado com o Presidente em fazer as adequações sugeridas pelos comerciantes, agora mudou de opinião em função das estatísticas.
A Vereadora Débora Emmanoelli, que ainda está se familiarizando com os trâmites do Legislativo, votou contrária à adequação, até mesmo porque ela não discutiu o assunto com o Presidente da Câmara, e a seu ver a Lei vem sendo bem aplicada e tanto seus familiares, amigos e pessoas com quem conversou a respeito estavam satisfeitos com a Lei da forma em que está.
O Presidente da Câmara Henrique finalizou a votação da adequação da Lei com seis votos contrários e alegou que esse resultado foi por questões políticas, já que a adequação tinha sido cogitada quando ele era Pré-Candidato a Prefeito da situação, e era chamado de “garoto de futuro”, “menino de ouro” e outros elogios. Porém naquela situação ele deveria mudar de partido. Como isso não aconteceu e ele se manteve firme em seu partido, as suas proposituras tendem a ser rejeitadas pelos nobres pares que compõem o grupo da situação.
Henrique também se referiu à lei como necessária, porém o poder público deveria investir mais na Educação, na Capacitação de Jovens, na Guarda Municipal, lazer saudável, esportes, para promover mais segurança para a população e desmotivar os jovens ao consumo de álcool e drogas.








