
Patrocinador
Contato
Sobre
Busca por Edições
Publicidade
| Riscos da Automedicação |
|
|
|
| Sex, 30 de Janeiro de 2009 14:09 |
OS RISCOS DA AUTOMEDICAÇÃO Dizem que de médico e de louco todo mundo tem um pouco. Essa frase expressa bem o fato de que no Brasil todos se sentem um pouco médicos e não resistem à tentação de receitar um remedinho. É um remédio natural, um comprimidinho para dor ou azia ou o medicamento que a vizinha tomou quando estava de cama com gripe. Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas (Abifarma), todo ano morrem no país cerca de 20 mil pessoas vítimas de automedicação, ligada à intoxicação e à alergia. O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) alerta para o fato de que a automedicação não se dá apenas quando uma pessoa vai até a farmácia e compra um remédio que não é prescrito ou usa um remédio que tem em casa. Ela também ocorre quando a pessoa contraria a orientação médica recebida, altera as doses prescritas pelo médico e/ou substitui medicamentos. Grande parte dessa automedicação se deve a propaganda abusiva dos laboratórios na mídia, colocando no final a sua tradicional frase "persistindo os sintomas, um médico deverá ser consultado", como se isso os isentasse de toda e qualquer responsabilidade. Existe uma frase de um famoso cientista suíço chamado Paracelso, que diz que: “Não há nada na natureza que não seja venenoso. A diferença entre remédio e veneno está na dose de prescrição”. Podemos avaliar assim o risco a que nos expomos diariamente, quando realizamos a automedicação. Todo medicamento tem seus efeitos colaterais e a prescrição médica é individualizada para as características de cada paciente. Alguns antigripais, por exemplo, são perigosos para indivíduos com insuficiência coronariana; alguns medicamentos para hipertensão são contra indicados para pessoas com asma; anti-inflamatórios e analgésicos podem diminuir o efeito de anticoncepcionais ou causar úlcera gástrica, e assim sucessivamente. A regra geral é não se automedicar. A saúde não se encontra nas farmácias, está nos cuidados diários de cada pessoa na busca por uma vida saudável, jamais tome um medicamento indicado por um parente, amigo, ou pelo balconista da farmácia. Apenas o médico, apoiado numa série de informações para estabelecer um diagnóstico correto, tem reais condições de avaliar a necessidade ou não de se usar um determinado medicamento. Por Renato Ferrari Letrinta |











Obrigado!
Parabéns.